quinta-feira, 10 de maio de 2012

Os Verdadeiros Amigos


OS VERDADEIROS AMIGOS

"Um homem, seu cavalo e seu cão, caminhavam por uma estrada". Depois de muito caminhar, esse homem se deu conta de que ele, seu cavalo e seu cão haviam morrido num acidente. Às vezes os mortos levam tempo para se dar conta de sua nova condição...A caminhada era muito longa, morro acima, o sol era forte e eles ficaram suados e com muita sede. Precisavam desesperadamente de água. Numa curva do caminho, eles avistaram um portão todo magnífico, todo de mármore, que conduzia a uma praça calçada com blocos de ouro, no centro da qual havia uma fonte de onde jorrava água cristalina. O caminhante dirigiu-se ao homem que numa guarita, guardava a entrada. Bom dia, ele disse. Bom dia, respondeu o homem. Que lugar é este, tão lindo? Ele perguntou. Isto aqui é o céu, foi a resposta. Que bom que nós chegamos ao céu, estamos com muita sede, disse o homem. O senhor pode entrar e beber água à vontade, disse o guarda, indicando-lhe a fonte. Meu cavalo e meu cachorro também estão com sede. Lamento muito, disse o guarda.* Aqui não se permite a entrada de animais. O homem ficou muito desapontado porque sua sede era grande. Mas ele não beberia, deixando seus amigos com sede. Assim, prosseguiu seu caminho. Depois de muito caminharem morro acima, com sede e cansaço multiplicados, ele chegou a um sítio, cuja entrada era marcada por uma porteira velha semi aberta. A porteira se abria para um caminho de terra, com árvores dos dois lados que lhe faziam sombra. À sombra de uma das árvores, um homem estava deitado, cabeça coberta com um chapéu, parecia que estava dormindo: Bom dia, disse o caminhante. Bom dia, disse o homem. Estamos com muita sede, eu, meu cavalo e meu cachorro. Há uma fonte naquelas pedras, disse o homem e indicando o lugar. Podem beber à vontade. O homem, o cavalo e o cachorro foram até a fonte e mataram a sede. Muito obrigado, ele disse ao sair. Voltem quando quiserem *, respondeu o homem. A propósito, disse o caminhante, qual é o nome deste  lugar? Céu, respondeu o homem. Céu? Mas o homem na guarita ao lado do portão de mármore disse que lá era o céu! Aquilo não é o céu, aquilo é o inferno. O caminhante ficou perplexo. Mas então, disse ele, essa informação falsa deve causar grandes confusões. De forma alguma, respondeu o homem. Na verdade, eles nos fazem um grande favor. Porque lá ficam aqueles que são capazes de abandonar até seus melhores amigos... "Engraçado como é simples falar mal de Deus e depois imaginar porque o mundo esta indo tão mal". Engraçado como acreditamos em tudo que o jornal diz. Engraçado como todos querem ir para o céu. Ou será que é assustador? Engraçado como alguém pode dizer: "Eu creio em Deus". Mas ainda seguir sua vida mediocremente... Engraçado como você pode mandar mil piadas por e-mail e elas se espalham como fogo. Mas quando você começa a enviar mensagens de reflexões, as pessoas pensam duas vezes antes de partilhar. Engraçado como o sexismo, a crueldade, a vulgaridade e a obscenidade transitam livremente pelo espaço cibernético, mas uma discussão publica sobre a transformação do ser humano é suprimida da escola e do local de trabalho. Engraçado, não? Engraçado como você irá encaminhar essa mensagem. Você não irá mandá-la para muitos em sua lista de endereços, porque você não está certo sobre o que eles acreditam ou o que irão pensar de você por ter mandado isso a eles. Engraçado como posso me preocupar mais com o que pensam de mim do que com o que Deus pensa de mim. Você está pensando? Lá no longínquo Oriente vivia um grande mestre, já idoso. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.Certa tarde, um guerreiro apareceu e começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos, ofendendo inclusive seus ancestrais, mas o velho permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto , o impetuoso guerreiro retirou-se. Desapontados pelo fato do mestre aceitar tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram:Como o senhor pôde suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós? O mestre respondeu: Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente? A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos. O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos, disse o mestre: Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo. A sua paz interior, depende exclusivamente de você.As pessoas não podem lhe tirar a calma. Só se você permitir... Certa vez alguém chegou no céu e pediu pra falar com Deus porque, segundo o seu ponto de vista, havia uma coisa na criação que não tinha nenhum sentido... Deus o atendeu de imediato, curioso por saber qual era a falha que havia na Criação.- Senhor Deus, sua criação é muito bonita, muito funcional, cada coisa tem sua razão de ser... mas no meu ponto de vista, tem uma coisa que não serve para nada - disse aquela pessoa para Deus. - E que coisa é essa que não serve para nada? - perguntou Deus. - É o horizonte. Para que serve o horizonte? Se eu caminho um passo em direção ao horizonte, ele se afasta um passo de mim. Se caminho dez passos, ele se afasta outros dez passos. Se caminho quilômetros em direção ao horizonte, ele se afasta os mesmos quilômetros de mim... Isso não faz sentido!  O horizonte não serve pra nada. Deus olhou para aquela pessoa, sorriu e disse: - Mas é justamente para isso que serve o horizonte... "para fazê-lo caminhar.


Os 3 Conselhos


OS   TRÊS   CONSELHOS

Um casal de jovens recém casados era muito pobre e vivia de favores num sítio do interior. Um dia, o marido fez a seguinte proposta à esposa: “Querida, eu vou sair de casa e vou viajar para bem distante, vou arrumar um emprego e trabalhar até que eu tenha condições de voltar e dar a você uma vida mais digna e confortável. Não sei quanto tempo vou ficar longe de casa, só peço uma coisa: que você me espere e, enquanto eu estiver fora, seja fiel a mim que eu serei fiel a você. Assim sendo, o jovem saiu. Andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudar em sua fazenda. Ele se ofereceu para trabalhar, e foi aceito. Sendo assim, pediu para fazer um pacto com o patrão e este aceitou. Ele disse: “Patrão, eu peço só uma coisa para o senhor. Deixe-me trabalhar pelo tempo que eu quiser e, quando eu achar que eu devo ir embora, o Senhor me dispensa das minhas obrigações. Eu não quero receber logo o meu salário, peço que o Senhor o coloque na poupança até o dia em que eu sair daqui. No dia em que eu sair, o senhor me dá o dinheiro e eu sigo o meu caminho”. Tudo combinado, aquele jovem trabalhou durante vinte anos, sem férias e sem descanso. Depois de vinte anos ele chegou para o seu patrão e lhe disse: “Patrão, eu quero o meu dinheiro, pois estou voltando para a minha casa”. O patrão então lhe disse: ”Tudo bem, nos fizemos um pacto e eu vou cumprir, só que antes eu quero lhe fazer uma proposta, tudo bem?” E o jovem disse que poderia fazê-la. O patrão lhe disse: “Eu lhe dou todo o seu dinheiro e você vai embora ou eu lhe dou três conselhos e não lhe dou o dinheiro e você vai embora. Se eu lhe der o dinheiro, eu não lhe dou os conselhos e se eu lhe der os conselhos, eu não lhe dou o dinheiro. Vai pro seu quarto, pensa durante a noite e depois você vem e me dá a resposta”. O rapaz pensou durante dois dias e depois procurou o patrão e lhe disse: “Patrão eu quero os três conselhos”. O patrão lhe disse: “Se eu lhe der os conselhos, eu não lhe dou o dinheiro”. E o jovem lhe disse: “Eu quero os conselhos”. O patrão então lhe falou:
01) Nunca tome atalhos em sua vida, caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida.
02) Nunca seja curioso para aquilo que é mal, pois a curiosidade pro mal pode ser mortal. 03) Nunca tome decisões em momentos de ódio e de dor, pois você se pode arrepender e ser tarde demais.
Após dar os três conselhos o patrão disse ao rapaz que já não era tão jovem assim: “Rapaz, aqui você tem três pães, dois são para você comer durante a viagem e o terceiro é para comer com a sua esposa, quando chegar em sua casa”. O rapaz saiu para seguir o seu caminho de volta para casa, depois de vinte anos longe de casa e da esposa que ele tanto amava. Andou durante o primeiro dia e encontrou um viajante que o cumprimentou e lhe perguntou: “Pra onde você vai?” Ele respondeu:  “Vou para um lugar muito distante que fica a mais de vinte dias de caminhada por esta estrada”. O viajante lhe disse: “Rapaz, esse caminho é muito longo, eu conheço um atalho e você vai chegar em  poucos dias. O rapaz ficou contente e começou a seguir pelo atalho, quando se lembrou do primeiro conselho do seu patrão:
01) Nunca tome atalhos em sua vida, caminhos mais  curtos e desconhecidos podem custar a sua vida; então voltou e seguiu o seu  caminho. Dias depois ele soube que aquilo era uma emboscada. Depois de alguns dias de viagem, achou uma pensão na beira da estrada onde pôde hospedar-se. Pagou a diária e, após tomar um banho, deitou-se para dormir. De madrugada acordou assustado com um grito estarrecedor. Levantou-se de um salto só e dirigiu-se à porta para ir até o local do grito. Quando estava abrindo a porta, lembrou-se do segundo conselho:
02) Nunca seja curioso para aquilo que é mal, pois a curiosidade pro mal pode ser mortal; Voltou, deitou-se e dormiu. Ao amanhecer, apos tomar o café, o dono da hospedagem lhe perguntou se ele não havia ouvido um grito e ele disse que tinha ouvido. O hospedeiro disse: “E você não ficou curioso?” Ele disse que não. Então o hospedeiro lhe falou: “Você foi o único que saiu vivo daqui, pois eu sou louco e grito durante a noite e, quando o hóspede sai eu o mato”, e lhe mostrou vários cadáveres. O rapaz seguiu a sua longa caminhada, ansioso por chegar a sua casa. Depois de muitos dias e noites de caminhada, já ao entardecer, viu entre as árvores a fumaça da sua casinha, andou e logo viu  entre os arbustos a silhueta da sua esposa. O dia estava escurecendo, mas ele pode ver que a sua esposa não estava só. Andou mais um pouco e viu  que a sua esposa tinha, sentado em seu colo, um homem a quem ela estava acariciando os cabelos. Quando ele viu aquela cena o seu coração se derreteu de ódio e amargura e ele decidiu correr ao encontro aos dois e a matá-los sem piedade. Respirou fundo e apressou os passos, quando se lembrou do terceiro conselho:
03) Nunca tome decisões em momentos de ódio e de dor, pois você se pode arrepender e ser tarde demais.
Então ele parou, refletiu e decidiu dormir aquela noite ali mesmo e no dia seguinte ele tomaria uma decisão. Ao amanhecer, já com a cabeça fria ele disse: “Não vou matar minha esposa e nem o seu amante. Vou voltar para o meu patrão e pedir que ele me aceite de volta. Só que antes eu quero dizer para a minha esposa que eu fui fiel a ela”. Dirigiu-se à porta da casa e bateu. Quando a esposa abre a porta e reconhece que é o seu marido, ela se atira ao seu pescoço e o abraça afetuosamente. Ele tenta afastá-la,mas não consegue. Então com lágrimas ele lhe diz: “Eu fui fiel a você e você me traiu”. Ela espantada lhe respondeu: “Como? Eu não o traí, antes o esperei durante esses vinte anos”. Ele lhe perguntou: “E aquele homem que você estava acariciando ontem ao entardecer?” E ela lhe disse: “Aquele homem é nosso filho. Quando você foi embora eu descobri que estava grávida e hoje ele está com vinte anos de idade”. Então o marido entrou, conheceu e abraçou seu filho, contou-lhes toda a sua história, enquanto a esposa preparava o café e, então, se sentaram para tomar o café e comer o último pão. Após a oração de agradecimento e lágrimas de emoção ele parte o pão, e ao parti-lo, ali estava todo o seu dinheiro!


Os 7 Pecados


OS  SETE  PECADOS  CAPITAIS

Certo dia, um casal ao chegar do trabalho encontrou algumas pessoas dentro de sua casa.
Achando que eram ladrões, marido e mulher ficaram assustados, mas um homem
forte e saudável, com corpo de halterofilista disse:
- Calma pessoal, nós somos velhos conhecidos e estamos em toda parte do mundo.
- Mas quem são vocês? - pergunta a mulher.
- Eu sou a 
preguiça - responde o homem másculo.
- Estamos aqui para que vocês escolham um de nós para sair definitivamente
da vida de vocês.
Como pode você ser a preguiça se tem um corpo de atleta que vive malhando
e praticando esportes? - indagou a mulher.
A preguiça é forte como um touro e pesa toneladas nos ombros dos preguiçosos.
Com ela, ninguém pode chegar a ser um vencedor.
Uma mulher velha curvada, com a pele muito enrugada, que mais parecia uma bruxa diz:
- Eu, meus filhos, sou a 
luxúria.
- Não é possível! - diz o homem
- Você não pode atrair ninguém com essa feiúra.
- Não há feiúra para a luxúria, queridos.  Sou velha porque existo há muito tempo entre os homens. Sou capaz de destruir famílias inteiras,
perverter crianças e trazer doenças para todos, até a morte.
Sou astuta e posso me disfarçar na mais bela mulher.
E um mau-cheiroso homem, vestindo roupas maltrapilhas, que mais parecia um mendigo, diz: - Eu sou a 
cobiça, por mim muitos já mataram, por mim muitos abandonaram famílias e pátria.
Sou tão antigo quanto a luxúria, mas eu não dependo dela para existir.
- E eu, sou a 
gula, diz uma lindíssima mulher com um corpo escultural e cintura finíssima.
Seus contornos eram perfeitos, e tudo no corpo dela tinha harmonia de forma e movimentos. Assustam-se os donos da casa, e a mulher diz: - Sempre imaginei que a gula seria gorda.
- Isso é o que vocês pensam! - responde ela.
- Sou bela e atraente, porque se assim não fosse, seria muito fácil livrarem-se de mim.
Minha natureza é delicada, normalmente sou discreta, quem tem a mim não se apercebe, mostro-me sempre disposta a ajudar na busca da luxúria.
Sentado em uma cadeira num canto da casa, um senhor, também velho, mas com o semblante bastante sereno, com voz doce e movimentos suaves, diz:
- Eu sou a 
ira. Alguns me conhecem como cólera. Tenho muitos milênios também.
- Não sou homem, nem mulher, assim como meus companheiros que estão aqui.
- Ira? Parece mais o vovô que todos gostariam de ter! - diz a dona da casa.
- E a grande maioria me tem! - responde o vovô.
- Matam com crueldade, provocam brigas horríveis e destroem cidades quando me aproximo. Sou capaz de eliminar qualquer sentimento diferente de mim, posso estar em qualquer lugar e penetrar nas mais protegidas casas. Pareço calmo e sereno para mostrar-lhes que a Ira pode estar no aparentemente manso.
Posso também ficar contido no íntimo das pessoas sem me manifestar,
provocando úlceras, câncer e as mais temíveis doenças.
- Eu sou a 
inveja. Faço parte da história do homem desde a sua criação - diz uma jovem que ostentava uma coroa de ouro cravada de diamantes, usava braceletes de brilhantes e roupas de fino pano, assemelhando-se a uma princesa rica e poderosa.
- Como inveja, se é rica e bonita e parece ter tudo o que deseja?- diz a mulher da casa.
- Há os que são ricos, os que são poderosos, os que são famosos e os que  não são nada disso, mas eu estou entre todos.
A inveja surge pelo que não se tem e o que não se tem é a felicidade.
Felicidade depende de amor, e isso é o que de mais carece a humanidade...
Onde eu estou, está também a 
tristeza.
Enquanto os invasores se explicavam, um garoto, que aparentava cerca de cinco a seis anos, brincava pela casa. Sorridente e de aparência inocente, característica das crianças, sua face de delicados traços mostravam a plenitude da jovialidade, olhos vívidos...
- E você, garoto, o que faz junto a esses que parecem ser a personificação do mal?
O garoto responde com um sorriso largo e olhar profundo: - Eu sou o 
orgulho.
- Orgulho? Mas você é apenas uma criança! Tão inocente como todas as outras.
O semblante do garoto tomou um ar de seriedade que assustou o casal, e ele então diz:
- O orgulho é como uma criança mesmo, mostra-se inocente e inofensivo, mas
não se enganem, sou tão destrutível quanto todos aqui, quer brincar comigo?
A preguiça interrompe a conversa e diz:
- Vocês devem escolher quem de nós sairá definitivamente de suas vidas.
Queremos uma resposta. O homem da casa responde:
- Por favor, dêem dez minutos para que possamos pensar.
O casal se dirige para seu quarto e lá fazem várias considerações.
Dez minutos depois retornam. - E então? - pergunta a gula.
- Queremos que o orgulho saia de nossas vidas.
O garoto olha com um olhar fulminante para o casal, pois queria continuar ali.
Porém, respeitando a decisão dirige-se para a saída. Os outros, em silêncio,
iam acompanhando o garoto quando o homem da casa pergunta:
- Ei! Vocês vão embora também?
O Menino, agora com ar severo e com a voz forte de um orador experiente, diz:
- Escolheram que o orgulho saísse de suas vidas e fizeram a melhor escolha.
P O R Q U E:
Onde não há orgulho, não há preguiça pois os preguiçosos são aqueles que se orgulham
de nada fazerem para viver, não percebendo que na verdade vegetam.
Onde não há orgulho, não há luxúria, pois os luxuriosos têm orgulho de seus corpos
e julgam-se merecedores.
Onde não há orgulho, não há cobiça pois os cobiçosos têm orgulho das migalhas
que possuem, juntando tesouros na terra e invejando a
felicidade alheia, não percebendo que na verdade são instrumentos do dinheiro.
Onde não há orgulho, não há gula, pois os gulosos se orgulham de suas condições e
jamais admitem que o são, arrumam desculpas para justificar a gula, não percebendo
que na verdade são marionetes dos desejos.
Onde não há orgulho, não há ira, pois os irosos com facilidade destroem aqueles que,
segundo o próprio julgamento, não são perfeitos, não percebendo que na verdade
sua ira é resultado de suas próprias imperfeições.
Onde não há orgulho, não há inveja, pois os invejosos sentem o orgulho ferido ao verem
o sucesso alheio seja ele qual for; precisam constantemente superar os demais nas
conquistas, não percebendo que na verdade são ferramentas da insegurança.
Saíram todos sem olhar para trás e, ao baterem a porta, um fulminante raio de
luz invadiu o recinto.



OS SAPINHOS

Era uma vez uma corrida de sapinhos. O objetivo era atingir o alto de uma grande torre. Havia no local uma multidão assistindo. Muita gente para vibrar e torcer por eles. Começou a competição. Mas como a multidão não acreditava que os sapinhos pudessem alcançar o alto daquela torre, o que mais se ouvia era: "Que pena! Esses sapinhos não vão conseguir! Não vão conseguir". E os sapinhos começaram a desistir. Mas havia um que persistia e continuava a subida, em busca do topo. A multidão continuava gritando: "Pena! Vocês não vão conseguir". E os sapinhos estavam mesmo desistindo um por um, menos aquele sapinho que continuava tranqüilo, embora arfante.Ao final da competição, todos desistiram, menos ele. A curiosidade tomou conta de todos. Queriam saber o que tinha acontecido. E assim, quando foram perguntar ao sapinho como ele havia conseguido concluir a prova, descobriram que ele era surdo. Não permita que pessoas, com o péssimo hábito de serem negativas, derrubem as melhores e mais sábias esperanças de seu coração. Lembre-se sempre: há poder em nossas palavras e em tudo o que pensamos.


O Valor de uma Ora


O  VALOR  DE  UMA  HORA 

Um menino, com voz tímida e olhos cheios de admiração pergunta ao pai  quando retornava o trabalho: - Pai, quanto o senhor ganha pôr hora?
O pai num gesto severo respondeu:
- Escuta aqui meu filho, isso nem a sua mãe sabe. Não amole, estou cansado!
Mas o filho insiste:  - Mais papai, por favor, diga quanto o senhor ganha por hora?
A reação do pai foi menos severa e respondeu: Três reais por hora.
- Então papai, o senhor poderia me emprestar 1 real.
O pai cheio de ira e tratando o filho com brutalidade, respondeu:
- Então essa era a razão de querer saber quanto eu ganho?
Vá dormi e não me  amole mais! Já era noite, quando o pai começou
a pensar no que havia acontecido e sentiu-se culpado. 
Talvez, quem sabe, o filho precisasse comprar algo.
Querendo avaliar sua consciência doída, foi até o quarto do menino e, em  voz  baixa, perguntou: - Filho, está dormindo. - Não papai, o garoto respondeu sonolento e choroso.
- Olha aqui está o dinheiro que me pediu, 1 real.
Muito obrigado papai! - Disse o filho, levantando-se e retirando mais
2  reais de uma caixinha que estava sob a cama.
- Agora já completei, papai! Tenho 3 reais, poderia me vender
uma hora de  seu tempo? 
"O importante não é ser importante, o importante é dar importância a quem  te acha importante". Devemos saber sorrir! Mas também compreender o valor do apelo de uma lágrima!


O Ultimos Dia


O  ÚLTIMO  DIA

"Aquele era seu último dia de vida, mas ele ainda não sabia disso".
Naquela manhã, sentiu vontade de dormir um pouco mais. Estava cansado,
tinha deitado muito tarde e não havia dormido bem. Mas logo abandonou a
idéia de ficar um pouco mais na cama, e levantou-se, pensando nas muitas
coisas que precisava fazer na empresa. Lavou o rosto e fez a barba correndo, automaticamente. Não prestou atenção no rosto cansado e nem nas olheiras escuras, resultado de noites mal dormidas. Engoliu o café e saiu resmungando baixinho um "bom dia", sem muita convicção. Desprezou os lábios da esposa, que se ofereciam para um beijo de despedida. Não entendia porque ela se queixava tanto da ausência dele e vivia pedindo mais tempo para ficarem juntos. Ele estava conseguindo manter o elevado padrão de vida da família, não estava?
Isso não bastava? Entrou no carro e saiu. Pegou o telefone celular e ligou para sua
filha. Sorriu quando soube que o netinho havia dado os primeiros passos.
Ficou sério quando a filha lembrou-o de que há tempos ele não aparecia para
ver o neto e o convidou para almoçar.
Ele relutou bastante: sabia que iria gostar muito de estar com o neto.
Mas não podia, naquele dia, sair da empresa. Quem sabe no próximo final de semana?
Chegou à empresa e mal cumprimentou as pessoas. A agenda estava
lotada, e era muito importante começar logo a atender seus compromissos, pois
tinha plena convicção de que pessoas de valor não desperdiçam seu tempo com
conversa fiada. Na hora do almoço, pediu à secretária para trazer um sanduíche e um
refrigerante diet. O colesterol estava alto, precisava fazer um check-up, mas isso
ficaria para o mês seguinte.
Começou a comer enquanto lia alguns papéis que usaria na reunião da tarde.
Nem observou que tipo de lanche estava mastigando.
Enquanto relacionava os telefonemas que deveria dar, sentiu um pouco
de tontura, a vista embaçou. Lembrou-se do médico advertindo-o, alguns
dias antes, quando tivera os mesmos sintomas, de que estava na hora de
fazer um check-up.
Mas ele logo concluiu que era um mal estar passageiro, que seria resolvido com um café forte, sem açúcar. Terminado o "almoço", escovou os dentes e voltou ao trabalho.
"a vida continua", pensou.
Mais papéis para ler, mais decisões a tomar, mais compromissos a cumprir.
Saiu para uma reunião já meio atrasado. Não esperou o elevador.
Desceu as  escadas pulando os degraus de dois em dois. Entrou no carro, deu a
partida e, quando ia engatar a marcha, sentiu de novo o mal estar e agora com
uma dor forte no peito. O ar começou a faltar... A dor foi aumentando... O carro desapareceu...
Os outros carros também... Os pilares, as paredes, a porta, a claridade da rua, as luzes do teto, tudo foi sumindo diante de seus olhos, ao mesmo tempo que surgiam cenas de um filme que ele conhecia bem.
A esposa, o netinho, a filha e, uma após outra, todas as pessoas de que mais gostava.
Por que mesmo não tinha ido almoçar com a filha e o neto?
O que a esposa tinha dito à porta de casa quando ele estava saindo, hoje de manhã?
A dor no peito persistia, mas agora outra dor começava a perturbá-lo:
a do arrependimento.
Ele não conseguia distinguir qual era a mais forte: a da coronária
entupida ou a de sua alma rasgando.
Escutou o barulho de alguma coisa quebrando dentro de seu coração, e
de seus olhos escorreram lágrimas silenciosas...
Queria viver, queria ter mais uma chance, queria voltar para casa e beijar
a esposa, abraçar a filha, brincar com o neto...
Queria... Queria... Mas não havia mais tempo!

Quantas pessoas estão vivendo hoje seu último dia de existência na Terra e não
sabem disso! Certamente os compromissos profissionais, a limpeza da casa, as
compras, os pagamentos, outras pessoas farão.
Mas as questões afetivas, as coisas do coração, somente cada um pode deixar
em dia. Aquela visita a um amigo, o abraço de ternura num familiar querido,
um beijo carinhoso na esposa ou esposo, uma palavra atenciosa a alguém que
precisa, um tempo a mais para dedicar aos amores...




A Libelula


A LIBÉLULA

Num lugar muito bonito, onde havia árvores, flores e um lindo lago... Certo dia, numa das árvores surgiu um casulo. Quando ele se rompeu, de dentro saiu voando uma linda libélula. E ela ficou tão encantada com o lugar, que voou por cada pedacinho. Brincou nas flores, nas árvores, no lago, nas nuvens. E quando ela já tinha conhecido tudo, no alto de uma colina, avistou uma casa. A casa do homem. A libélula havia de conhecer a casa do homem. Foi voando pra lá. E então, a libélula entrou por uma janela - justo a janela da cozinha. Nesse dia, uma grande festa era preparada. Um homem com um chapéu branco ... grande ... dava ordens para os criados. Mas a libélula não se preocupou com isso. Brincou entre os cristais, se olhou na bandeja de prata, como fizera no espelho das águas e explorou cada pedacinho daquele novo mundo. Quando de repente, ela viu sobre a mesa uma tigela cheia de nuvens. A libélula não resistiu: ela tinha adorado brincar nas nuvens e mergulhou. Mas quando ela mergulhou ... ah ... aquilo não eram nuvens, e ela foi ficando toda grudada, e quanto mais ela se mexia tentando escapar ... ah mais ela afundava. E a libélula então começou a rezar, pedindo a Deus que a libertasse. Fez promessas e dizia que se conseguisse sair dali, dedicaria o resto de seus dias a ajudar os insetos voadores. Ela rezava e pedia. Até que o chefe da cozinha começou a ouvir um barulhinho. Ele não sabia que era a libélula rezando e quando olhou na tigela de claras em neve ... argh um inseto! E ele pegou a libélula e a atirou pela janela. A libélula então, se arrastou para um pedacinho de grama e sob o sol começou a se limpar. Quando ela se viu liberta, ela estava tão cansada que se virou pra Deus e disse: "O Senhor, eu prometi dedicar o resto de minha vida a ajudar os outros insetos voadores, mas agora eu estou tão cansada, que prometo cumprir minha promessa a partir de amanhã". E a libélula adormeceu. Mas o que ela não sabia é que as libélulas vivem apenas um dia. E naquele pedacinho de grama, a libélula adormeceu, e não mais acordou.




Uma Fábula Moderna...


A FÁBULA DOS DOIS LEÕES

Diz que eram dois leões que fugiram do jardim zoológico. Na hora da
fuga cada um tomou um rumo, para despistar os perseguidores. Um dos
leões foi para as matas da Tijuca e outro foi para o centro da cidade.
Procuraram os leões de todo jeito mas ninguém encontrou. Tinham
sumido, que nem o leite. Vai dai, depois de uma semana, para surpresa
geral, o leão que voltou foi justamente o que fugira para as matas da
Tijuca. Voltou magro, faminto e alquebrado. Foi preciso pedir a um
deputado do PTB que arranjasse vaga para ele no jardim zoológico outra
vez, porque ninguém via vantagem em reintegrar um leão tão carcomido
assim. E, como deputado do PTB arranja sempre colocação para quem não
interessa colocar, o leão foi reconduzido a sua jaula.
Passaram-se oito meses e ninguém mais se lembrava do leão que fugira
para o centro da cidade quando, la um dia, o bruto foi recapturado.
Voltou para o jardim zoológico gordo, sadio, vendendo saúde.
Apresentava aquele ar prospero do Augusto Frederico Schmidt, que, para
certas coisas, também e leão. Mal ficaram juntos de novo, o leão que
fugira para as florestas da Tijuca disse pro coleguinha:
- Puxa, rapaz, como e que você conseguiu ficar na cidade esse tempo
todo e ainda voltar com essa saúde? Eu, que fugi para as matas da
Tijuca, tive que pedir arrego, porque quase não encontrava o que
comer, como e então que você... vá, diz como foi.
O outro leão então explicou:
- Eu meti os peitos e fui me esconder numa repartição publica. Cada
dia eu comia um funcionário e ninguém dava por falta dele.
- E por que voltou pra ca? Tinham acabado os funcionários?
- Nada disso. O que não acaba no Brasil e funcionário publico. E que
eu cometi um erro gravíssimo. Comi o diretor, idem um chefe de seção,
funcionários diversos, ninguém dava por falta. No dia em que eu comi o
cara que servia o cafezinho... me apanharam.



O Rei e suas 4 Esposas


A FÁBULA DO REI E SUAS 4 ESPOSAS 

Era uma vez... um rei que tinha 4 esposas.
Ele amava a 4ª esposa demais, e vivia dando-lhe lindos presentes, jóias e roupas caras. Ele dava-lhe de tudo e sempre do melhor.
Ele também amava muito sua 3ª esposa e gostava de exibi-la aos reinados vizinhos. Contudo, ele tinha medo que um dia, ela o deixasse por outro rei.
Ele também amava sua 2ª esposa. Ela era sua confidente e estava sempre pronta para ele, com amabilidade e paciência. Sempre que o rei tinha que enfrentar um problema, ele confiava nela para atravessar esses tempos de dificuldade.
A 1ª esposa era uma parceira muito leal e fazia tudo que estava ao seu alcance para manter o rei muito rico e poderoso, ele e o reino. Mas, ele não amava a 1ª esposa, e apesar dela o amar profundamente, ele mal tomava conhecimento dela.Um dia, o rei caiu doente e percebeu que seu fim estava próximo.
Ele pensou em toda a luxúria da sua vida e ponderou:
- É, agora eu tenho 4 esposas comigo, mas quando eu morrer, com
quantas poderei contar?
Então, ele perguntou à 4ª esposa:
- Eu te amei tanto, querida, te cobri das mais finas roupas e jóias. Mostrei o quanto eu te amava cuidando bem de você. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?
- De jeito nenhum! respondeu a 4ª esposa, e saiu do quarto sem sequer olhar para trás.
A resposta que ela deu cortou o coração do rei como se fosse uma faca afiada.
Tristemente, o rei então perguntou para a 3ª esposa:
- Eu também te amei tanto a vida inteira. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?
- Não!!!, respondeu a 3ª esposa.
- A vida é boa demais!!! Quando você morrer, eu vou é casar de novo.
O coração do rei sangrou e gelou de tanta dor.
Ele perguntou então à 2ª esposa:
- Eu sempre recorri a você quando precisei de ajuda, e você sempre esteve ao meu lado. Quando eu morrer, você será capaz de morrer comigo, para me fazer companhia?
- Sinto muito, mas desta vez eu não posso fazer o que você me pede!
respondeu a 2ª esposa.
- O máximo que eu posso fazer é enterrar você!
Essa resposta veio como um trovão na cabeça do rei, e mais uma vez
ele ficou arrasado.
Daí, então, uma voz se fez ouvir:
- Eu partirei com você e o seguirei por onde você for...
O rei levantou os olhos e lá estava a sua 1ª esposa, tão magrinha,
tão mal nutrida, tão sofrida...
Com o coração partido, o rei falou:
- Eu deveria ter cuidado muito melhor de você enquanto eu ainda podia...
Na verdade, nós todos temos 4 esposas nas nossas vidas...
Nossa 4ª esposa é o nosso corpo. Apesar de todos os esforços que fazemos para mantê-lo saudável e bonito, ele nos deixará quando morrermos...
Nossa 3ª esposa são as nossas posses, as nossas propriedades, as nossas riquezas. Quando morremos, tudo isso vai para os outros.
Nossa 2ª esposa são nossa família e nossos amigos. Apesar de nos amarem muito e estarem sempre nos apoiando, o máximo que eles podem fazer é nos enterrar...
E nossa 1ª esposa é a nossa ALMA, muitas vezes deixada de lado por perseguirmos, durante a vida toda, a Riqueza, o Poder e os Prazeres do nosso Ego...
Apesar de tudo, nossa Alma é a única coisa que sempre irá conosco, não importa aonde formos...
Então... Cultive... Fortaleça...
Bendiga... Enobreça... sua Alma agora!!!
É o maior presente que você pode dar ao mundo... e a si mesmo. Deixe-a brilhar!!! 



sábado, 5 de maio de 2012

Para Começar Maio...



"E apesar de tudo somos felizes e a vida é linda. Por que? Porque Deus ama a todos e sempre nos dá flores de presente... Mesmo que só as enxerguemos nos jardins dos outros!" (Leandro Souza)