Canto
Eu canto minhas dores no tocar de meu saber.
Canto o que só eu sei, e o que ninguém mais vê.
As amarguras de minha alma, os desejos de meu ser;
Canto o que agora é, e o que já se passou.
Choro o que ainda há por vir... Canto o vento efêmero que sou.
Canto o que só eu sei, e o que ninguém mais vê.
As amarguras de minha alma, os desejos de meu ser;
Canto o que agora é, e o que já se passou.
Choro o que ainda há por vir... Canto o vento efêmero que sou.
(Leandro Souza)
Retrato
Num
futuro não muito distante,
Tão
concreto e tão abstrato,
Não serei
mais eu matéria viva, retrato.
Um
fato já consumado;
Uma
imagem pregada na parede.
Uma
vida já antes vivida,
Serei
apenas lembrança.
E,
para os que ainda almejarem rever-me, esperança.
Um
vento suave no rosto;
Caminhos já percorridos.
Uma
garrafa de vinho vazia,
Um
gosto nunca mais sentido,
Um
coração sem pulsações, abatido.
Um
perfume que já não cheira;
Uma
dor que não mais se sente...
...
assim um dia serei eu, retrato, SOMENTE!
(Leandro
Souza)
Amar
Êita sentimento complicado esse de amar
Que consome o coração e corroe a alma
Nos leva para outro mundo, de incertezas, tristezas, um mar que nunca acalma.
Se apaixonar é prender-se ao outro, morrer no outro, viver de outro.
É uma noite que não termina, sentimento nebuloso, céu sombrio de sol fugido.
Amar é procurar um refugio não existente, é viver carente, é não sair da mente, é morrer de repente.
Que consome o coração e corroe a alma
Nos leva para outro mundo, de incertezas, tristezas, um mar que nunca acalma.
Se apaixonar é prender-se ao outro, morrer no outro, viver de outro.
É uma noite que não termina, sentimento nebuloso, céu sombrio de sol fugido.
Amar é procurar um refugio não existente, é viver carente, é não sair da mente, é morrer de repente.
(Leandro Souza)
Busca
Num mundo cheio de mistérios, onde a dúvida e a incompreensão
reinam,
Cá estou eu preso no sentimento de existir.
Que gaiola maldita essa da existência, me sinto em plena
demência, na burrice de estar aqui.
Minha alma inconstante, inquieta e insaciável; rola de um canto
a outro na cama do imperguntável.
Os olhos abrem na busca de respostas, numa insônia interminável.
Num talvez imaginário, de um corpo saturado, de alma enamorada numa busca do
impossível.
(Leandro Souza)
Partida
Nunca mais tive inspiração em ti.
Não sinto mais aquele fogo de antes.
Não és mais a mesma, ou eu mudei?
Nossas linhas foram interrompidas;
Teu canto não mais me agrada;
A colheita acabou, é hora da partida.
Deixar os campos estéreis sem vida.
(Leandro Souza)
Despedida
Um dia a gente parte e nem mesmo diz adeus.
Vai-se para o desconhecido, sem a presença dos seus.
A chama da vida se extingue, morre todos os EUS.
Meu rosto oscila nas lembranças passadas, caminhos já antes
meus.
(Leandro Souza)
Foto de: Leandro Souza

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